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Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) deflagraram nesta terça-feira, 3, uma ação para desarticular uma cadeia criminosa especializada na receptação de materiais metálicos furtados, como cabos e componentes de concessionárias de serviços públicos, no Rio de Janeiro. A “Operação Caminhos do Cobre”, como foi chamada, mirou endereços em São Gonçalo, na Região Metropolitana.
“A investigação identificou a utilização de uma empresa de reciclagem como fachada para a aquisição, armazenamento e revenda de materiais de origem ilícita. De acordo com dados de inteligência, parte desses materiais era ocultado em um galpão localizado em área rural, próxima à BR-101, com a finalidade de dificultar fiscalizações e mascarar a procedência criminosa”, disse a Polícia Civil em nota.
A ofensiva teve como base fiscalizações administrativas e uma série de denúncias. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além do afastamento de sigilos de dados em endereços atrelados aos investigados e aos locais usados como armazéns dos materiais roubados. A corporação salientou que as investigações seguem em andamento para identificar outros suspeitos e “dimensionar o prejuízo causado ao patrimônio público”.
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A “Operação Caminhos do Cobre” tem como objetivo combater, de forma contínua, o furto de cabos e materiais metálicos. A iniciativa tem como alvo desde aqueles que furtam até as metalúrgicas, visando o desmantelamento de todo o esquema criminoso.
Mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos foram realizadas pela DRF junto a outras delegacias desde setembro de 2024, o que resultou na apreensão de cerca de 300 toneladas desses materiais e no pedido de bloqueio de R$ 240 milhões. Trata-se, portanto, de “uma das maiores ofensivas contra a infraestrutura financeira do crime patrimonial no estado” do Rio de Janeiro, de acordo com a Polícia Civil.