
O fundo árabe por trás da tentativa de compra do Banco Master pela Fictor era o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. Em novembro do ano passado, a Fictor negociava com o PIF o aporte de capital ou a quitação de parte das dívidas do grupo. O negócio caminhava bem, até o Master ser liquidado pelo Banco Central (BC). Procurada pela reportagem, o fundo árabe não retornou sobre o assunto. A Fictor também não comentou.
Nesta semana, a Fictor Holding e a Fictor Invest entraram em recuperação judicial com cerca de 4 bilhões de reais em dívidas. A solicitação é decorrente de uma crise de liquidez iniciada com a liquidação do Master. “Um consórcio liderado por um dos sócios do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Banco Master, mas, com a liquidação, a reputação do grupo foi afetada por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou a empresa em comunicado.