
Com estaleiro em Itajaí (SC), a fabricante italiana de iates de luxo Azimut Yachts passou a enxergar recentemente a América Latina, e sobretudo o Brasil, como um eixo estratégico de crescimento.
De acordo com a companhia, a unidade catarinense, única da empresa fora da Itália, destinou 15% da sua produção para a exportação em 2025 e encerrou o último “ano náutico”, entre setembro de 2024 e agosto do ano passado, com faturamento de 700 milhões de reais, somando 41 iates de luxo produzidos e aproximadamente 600 colaboradores reunidos.
A Azimut Yachts informou que a maior demanda por embarcações de luxo na América Latina, especialmente na Argentina, está associada à redução de custos e à simplificação do processo de compra no exterior. Medidas recentes adotadas pelo governo argentino, por exemplo, diminuíram entraves à importação, reduziram etapas burocráticas e ampliaram a previsibilidade cambial, fatores decisivos para transações de alto valor.
Nos demais mercados latino-americanos, as exportações estariam também avançando porque a combinação de regras comerciais previsíveis e rotas logísticas mais curtas a partir do Sul do Brasil reduz custos e encurta prazos de entrega.
CEO da Azimut Yachts no Brasil, Carlo Alberto Sisto afirmou que exportar iates produzidos no Brasil significa operar uma indústria sofisticada, intensiva em engenharia, capital e mão de obra altamente qualificada.
“A fábrica de Itajaí atingiu um nível de maturidade que permite competir globalmente, com eficiência logística e previsibilidade. A América Latina se tornou estratégica porque reúne demanda consistente, proximidade geográfica e um ambiente de negócios que evoluiu de forma pragmática para viabilizar esse tipo de transação”, completou.