
As investigações do caso do Banco Master tiveram dois desdobramentos importantes nesta terça-feira, 3. Deivis Marcon Antunes, que é ex-presidente do Rioprevidência, foi preso logo depois de voltar de uma viagem de férias com a família nos Estados Unidos. Ele havia acabado de desembarcar em Guarulhos e estava em Itatiaia quando foi encontrado pela PF e pela PRF. No começo do escândalo do Master, Antunes deixou a presidência do instituto para preservar as investigações. A Justiça Federal do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva dele por causa de indícios de que ele estaria obstruindo as investigações e destruindo provas. Na gestão de Antunes na Rioprevidência, o órgão investiu 970 milhões de reais no Master.
O outro desdobramento do caso Master foi a abertura de um inquérito, na Polícia Federal, para apurar supostas fraudes na gestão do BRB ano passado. O banco tentou comprar o Master, mas foi barrado pelo Banco Central. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo na mesma operação que prendeu Daniel Vorcaro em novembro do ano passado.
E também nesta terça-feira o Ministério Público Militar pediu à Justiça que Jair Bolsonaro perca a sua patente por causa da condenação no caso do golpe de estado. O pedido também engloba os generais Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. A perda da patente pode fazer com que esses militares percam uma série de benefícios da carreira militar, como a aposentadoria.