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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu nesta segunda-feira, 2, a decisão de conceder o inédito Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o veto imposto à Rússia nas competições internacionais deveria ser suspenso. 

“Objetivamente, ele merece. E não sou só eu que digo isso, uma ganhadora do prêmio Nobel da Paz também disse o mesmo. Ele tem sido fundamental na resolução de conflitos e na salvação de milhares de vidas”, declarou ele à Sky News, em referência à opositora venezuelana María Corina Machado. 

Infantino alegou que “o que quer que possamos fazer para ajudar a paz no mundo, devemos fazê-lo, e por essa razão, por algum tempo estávamos pensando que deveríamos fazer algo para recompensar as pessoas que fazem algo”.

O chefe da Fifa também rejeitou a possibilidade de haver um boicote à Copa do Mundo deste ano — que será realizada no Canadá, Estados Unidos e México — devido às políticas do governo Trump. Segundo ele, nunca houve apelos para que as empresas boicotassem o país, “então por que futebol?”.

“Em nosso mundo dividido, em nosso mundo agressivo, precisamos de ocasiões em que as pessoas possam vir, possam se encontrar em torno da paixão [pelo futebol]”, acrescentou.

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Infantino também afirmou que o veto imposto à Rússia nas competições internacionais deveria ser suspenso, ao menos nas categorias de base. Segundo Infantino, a suspensão do país “não resultou em nada, apenas criou mais frustração e ódio”. As equipes russas foram banidas das competições internacionais após a invasão à Ucrânia, em 2022.

Além disso, o presidente da Fifa pediu desculpas pelo comentário que fez sobre os torcedores britânicos durante o Fórum Econômico Mundial em Davos no mês passado, quando ele afirmou que a Copa do Mundo do Catar em 2022 foi especial porque, “pela primeira vez na história, nenhum britânico foi preso”.

Questionado sobre o comentário, ele disse: “Primeiro preciso me desculpar. Era para ser mais uma observação alegre para mostrar que, na verdade, a Copa do Mundo no Catar foi uma celebração, foi um evento pacífico e todos se reuniram de maneira pacífica. Portanto, ter fãs ingleses fãs de verdade  vindo de maneira pacífica e se divertindo e torcendo por sua equipe é algo fantástico.”

Infantino é acusado de violação do Código de Ética da Fifa por queixa oficial enviada ao Comitê de Ética da entidade. O presidente da Fifa teria cometido “repetidas violações” em pronunciamentos de apoio a Trump.



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