Quatro semanas após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, município no Maranhão, as forças de segurança passaram a concentrar esforços na investigação criminal e na apuração de hipóteses sobre o paradeiro das crianças. As buscas em campo foram reduzidas depois que a área considerada prioritária foi classificada como “saturada”.

Nesse sábado (31/1), o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), publicou um novo vídeo nas redes sociais acompanhando equipes de segurança em mais uma ação na região de mata.

“Nós estamos aqui acompanhando a força do nosso sistema de segurança e continuamos fazendo as buscas pelas crianças. Hoje são cerca de 20 homens e mulheres da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CTA, com apoio de helicóptero, choque e cães farejadores”, afirmou o prefeito, ao destacar a dificuldade de acesso à área.

Hipóteses em apuração

Com a ausência de corpos ou sinais claros de crime, as autoridades mantêm diferentes hipóteses em aberto. Para o coronel Duque, a falta de vestígios mantém a possibilidade de que as crianças estejam vivas em outro local.

Uma equipe especializada em rastreamento segue na região, com apoio de drones e equipamentos de inteligência, pronta para atuar caso surjam novos indícios.

Ao Metrópoles, o prefeito Roberto Costa afirmou que nenhuma linha de investigação foi descartada. Entre as hipóteses analisadas estão ataque por animais silvestres, sequestro ou deslocamento para outra região.

A prefeitura mantém uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecer informações concretas sobre o paradeiro das crianças.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que as equipes permanecem em prontidão e que buscas pontuais podem ser retomadas a qualquer momento, caso surjam novas informações.

Crianças desaparecidas em Bacabal
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Crianças desaparecidas em Bacabal

Arquivo pessoal

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Arquivo pessoal

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Arquivo pessoal

Mudança de estratégia

Após quase um mês sem vestígios concretos, a força-tarefa decidiu mudar a estratégia. As buscas aquáticas no Rio Mearim foram encerradas na última terça-feira (22/1).

Cães farejadores chegaram a seguir o rastro das crianças até as margens do rio, mas nenhuma evidência foi encontrada.

Durante cinco dias, equipes da Marinha, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos realizaram varreduras ininterruptas em cerca de 19 quilômetros do rio, sendo cinco deles analisados de forma minuciosa.

Segundo o capitão Simões, da Marinha do Brasil, 11 pontos de interesse chegaram a ser identificados, mas a principal hipótese ligada ao trecho fluvial foi descartada.

No trabalho terrestre, o Exército Brasileiro informou que aproximadamente 200 quilômetros de mata e áreas de difícil acesso já foram percorridos desde o desaparecimento dos irmãos.



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