
Com metade do governo de saída para disputar as eleições, o presidente Lula tem lidado, nos últimos dias, com uma profusão de disputas de auxiliares de segundo escalão por vagas de ministro. Essas guerras já ameaçam travar o governo, segundo auxiliares do petista.
Nessa dança das cadeiras que vai até abril, Lula deu a alguns ministros o privilégio de fazer o sucessor. Mas há pastas onde não há nome natural. É aí onde o incêndio segue fora de controle, com secretários de setor tentando derrubar os secretário-executivos — nomes mais evidentes para sucessão –, por exemplo.
Para piorar a situação de Lula, muitos ministros vão sair, mas querem seguir mandando nas pastas, com aliados obedientes, para cumprir acordos já feitos nos ministérios — envolvendo liberação de verbas, por exemplo — e evitar fogo amigo.