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Ao definir que o PSD terá candidato próprio na disputa presidencial de 2026, o presidente do partido, Gilberto Kassab, acabou criando uma grande confusão dentro da articulação que vinha sendo feita pela direita em Minas Gerais. Isso porque o candidato do PSD ao governo do estado é o atual vice-governador, Matheus Simões, que declara aos quatro ventos a sua fidelidade e gratidão ao governador Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República pelo Novo.

“Em Minas Gerais, o PSD é o maior partido do estado e vai apoiar o nosso candidato [à Presidência]”, declarou Kassab em um evento na Bolsa de Valores de São Paulo na sexta-feira, 30. Procurado por VEJA, no entanto, Matheus Simões negou que vá dar palanque a qualquer candidato de seu partido e reafirmou seu apoio ao seu companheiro de chapa. “Estarei sem dúvida ao lado de Zema, o que é condição prévia da minha filiação [ao PSD]. Em Minas, o PSD caminha com Zema”, respondeu o vice-governador.

Atualmente, Matheus Simões é um dos pré-candidatos que menos pontuam nas pesquisas de intenção de voto, normalmente nem chegando a 5%. No entanto, ele lidera uma grande articulação de direita no estado que já reúne PSD, Novo, PL, PP e União Brasil, além de ter expectativas de agregar o Republicanos.

Ao comentar sobre a possibilidade de um palanque duplo no estado, para Zema e o candidato do PSD, Kassab desconversou e disse não ver necessidade disso. “Em Minas não é diferente de São Paulo, onde eu [o PSD] vou apoiar o meu candidato [à Presidência] e o Tarcísio vai apoiar o Flávio. Não é diferente do Rio, onde o presidente Lula quer apoiar o Eduardo Paes, e uma parte expressiva do nosso partido vai apoiar o nosso candidato. Enquanto nós tivermos no Brasil a coligação majoritária, sempre haverá essa situação em um estado ou outro”, tentou justificar. No entanto, em nenhum dos dois cenários citados, São Paulo e Rio de Janeiro, os candidatos possuem relação de lealdade de uma posição de vice a outro pré-candidato como ocorre em Minas Gerais.

O PSD possui três pré-candidaturas à Presidência — dos governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr. (PR) — e garante que lançará uma delas em breve. Apesar da dificuldade, que pode suscitar embates internos nos próximos dias, Kassab diz torcer muito pelo crescimento de Simões: “Quando a pessoa sai candidata à majoritária pela primeira vez ela demora a crescer, porque não tem o recall. Lá [em Minas Gerais], o vice-governador, Matheus Simões, é um bom gestor, uma pessoa séria, vai assumir o governo agora em março, nunca foi candidato e não vai crescer nas pesquisas enquanto não começar a campanha. Eu tenho muita esperança de que ele cresça, porque é, realmente, muito bem preparado para Minas Gerais”, finalizou.



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