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O caso da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, 43, teve uma importante reviravolta essa semana, após seu corpo ter sido encontrado em uma zona de mata em Caldas Novas, no sul de Goiás, na última quarta-feira, 28. Ela estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio em que vivia para religar a luz de seu apartamento. O suspeito principal acabou confessando o crime: o síndico, Cléber Rosa de Oliveira, foi preso junto com seu filho.

A corretora e o síndico protagonizaram várias brigas ao longo de todo 2025. A reportagem identificou que há pelo menos oito processos judiciais criminais envolvendo Oliveira, Daiane e a mãe dela, que é a proprietária do apartamento em que ela vivia. A corretora chamou a polícia em várias ocasiões e disse que estava sendo perseguida dentro do prédio.

Em um dos episódios de briga, em 6 de fevereiro do ano passado, Daiane diz que levou uma cotovelada no rosto. Na ocasião, Daiane disse que o síndico havia desligado a água apenas do seu apartamento. Ela o questionou e os dois discutiram. Imagens de câmera de segurança mostram o momento logo após a discussão, quando a suposta agressão teria acabado de acontecer:

Esse caso estava em andamento e seria julgado no dia 11 de março. Daiane chegou a fazer exame de corpo de delito, que confirmou a lesão. O síndico disse que não foi proposital. A corretora tentava suspender na Justiça uma assembleia convocada por Oliveira para deliberar sobre a sua expulsão do prédio. Uma das denúncias feitas por Daiane, na qual ela dizia ter sido chamada de “drogada” e “desocupada” pelo síndico, foi arquivada nove dias antes do seu desaparecimento.

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Como o corpo foi encontrado?

De acordo com o delegado do caso, André Barbosa, as investigações concluíram que o síndico tinha “os meios, o modo e o motivo” para cometer o crime. A Justiça autorizou a prisão dele nas primeiras horas da quarta. Ao ser preso, ele confessou o crime e revelou à polícia o local em que o corpo estava. O filho dele é suspeito de ter ajudado a osbtruir as investigações. No ato da prisão, os agentes encontraram malas no apartamento de Oliveira, o que pode ser um indício de tentativa de fuga.

A Polícia Civil de Goiás divulgou imagens da prisão do síndico e do local em que o corpo foi encontrado.

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Como o crime foi praticado?

No dia em que desapareceu, Daiane desceu ao subsolo do seu prédio, por volta de 19h, para religar a energia do seu apartamento. Ela não foi mais vista e não há registro dela nas imagens das câmeras de segurança. O registro seguinte aparece só as 19h08 — a suspeita da Polícia é de que o assassinato tenha ocorrido nesse intervalo de tempo.

O corpo da corretora foi encontrado em uma zona de mata a quinze quilômetros do prédio, já em estado avançado de decomposição. Por isso, ainda não há suspeitas oficiais do meio empregado no crime (se foi usada arma de fogo, arma branca ou asfixia, por exemplo). O síndico passou por audiência de custódia e responderá às investigações no cárcere. O inquérito está em segredo de Justiça.



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