Meses de especulação chegaram ao fim na manhã desta sexta-feira (30), quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve.
Por volta das 14h05 desta sexta (30), pelo horário de Brasília, as ações operavam em baixa. O Dow Jones caía 0,84%, a 48.657 pontos. O S&P 500 também recuava 0,68%, a 6.921 pontos, e o Nasdaq perdia 0,89% a 23.475 pontos.
Warsh tem a reputação de ser um “falcão”, o que significa que ele tende a preferir taxas de juros mais altas para combater a inflação, o oposto do posicionamento de Trump.
Veja abaixo o que investidores, economistas e estrategistas estão dizendo:
- “A nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Fed é exatamente o que os mercados esperavam, já que ele é uma pessoa estável, bem conhecida nos círculos de mercado e espera-se que mantenha a independência do banco central, o que é fundamental para os mercados”, aponta Richard Saperstein, diretor de investimentos da Treasury Partners;
- “A nomeação de Kevin Warsh pelo presidente Trump para ser o próximo chair do Fed é uma escolha relativamente segura para os investidores, com as visões conservadoras anteriores de Warsh neutralizando as preocupações de que ele possa se transformar em um fantoche completo”, argumenta Stephen Brown, economista-chefe adjunto para a América do Norte da Capital Economics;
- “Warsh tem sido historicamente um defensor de políticas conservadoras, mesmo que tenha falado em cortes de juros recentemente”, destaca Sonu Varghese, vice-presidente e estrategista macro global do Carson Group;
- “Quem pensa que Trump se desviou das próprias crenças ao indicar um suposto especialista institucional como Kevin Warsh para comandar o Fed está gravemente enganado”, opina Thierry Wizman, estrategista global de câmbio e taxas de juros da Macquarie. “Warsh não é o homem do Fed, ele é o homem de Trump e tem acompanhado Trump de perto em política monetária”, declarou;
- “Aconselhamos cautela ao adotar uma postura mais agressiva em relação a Warsh em todos os mercados de ativos — e até mesmo vemos algum risco de oscilações bruscas”, analisa Krishna Guha, vice-presidente da Evercore ISI. “Vemos Warsh como um pragmático, não como um defensor ferrenho de políticas monetárias restritivas”, disse.