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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 30, que o Irã deseja um acordo e que uma data limite foi fixada por ele para que Teerã dê sua resposta. Perguntado por um jornalista da agência de notícias AFP se pretendia repetir o que fez na Venezuela, onde tropas americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro, ele se recusou a citar planos militares, embora relembrado o envio de tropas à região.

Apesar da possibilidade de um acordo, Trump endureceu o discurso, anunciando o envio de uma “enorme armada” americana ao Oriente Médio como forma de pressão sobre Teerã na disputa pelo seu programa nuclear. Segundo Trump, a frota — liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln — é ainda maior do que a mobilizada recentemente à costa da Venezuela, em uma operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.

Nas últimas semanas, Trump renovou diversas vezes as advertências contra o Irã caso a República Islâmica não aceite novas condições para limitar seu programa nuclear — os EUA saíram em 2018 do acordo anterior, de 2015. O governo iraniano nega estar desenvolvendo armas atômicas, diz não buscar confronto, mas promete reagir a qualquer ataque ao seu território.

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Nesta sexta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, adotou um tom mais moderado em declarações à mídia estatal, afirmando que o país está aberto ao diálogo, mas não abrirá mão de sua capacidade de defesa.

“Não buscamos a guerra, mas responderemos de forma imediata e decisiva a qualquer agressão”, afirmou Pezeshkian, segundo veículos locais. Ele também discutiu a situação com líderes de países vizinhos, reiterando que não deseja um conflito regional.

Nos Estados Unidos, Trump ainda avalia uma série de opções militares para pressionar o regime liderado por Ali Khamenei. Entre elas estão bombardeios a instalações nucleares e militares, operações especiais de comandos norte-americanos e ações direcionadas a líderes e forças de segurança iranianas, que poderiam fomentar protestos internos e gerar condições para uma mudança de regime, segundo fontes ouvidas pelo New York Times.

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Autoridades do governo dos EUA ouvidas pela reuters também mencionam a possibilidade de ataques seletivos a forças de segurança e lideranças iranianas com o objetivo de enfraquecer o regime e estimular instabilidade interna, embora nenhum plano tenha sido oficialmente autorizado até o momento.

Trump já havia mobilizado navios de guerra no início do mês em resposta à repressão de protestos no país, que, segundo ativistas, resultou na morte de pelo menos 6.159 pessoas.



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