
O Ibovespa fechou em queda de 0,84% nesta quinta-feira, 29, estacionado nos 183,1 mil pontos. O principal índice da B3 operou em movimento de aversão ao risco no exterior após ter renovado seu recorde intradiário na véspera. O dólar, por sua vez, encerrou praticamente estável, cotado a 5,19 reais.
No cenário internacional, o pessimismo do mercado veio depois dos balanços das big techs e discussões sobre investimentos elevados em Inteligência Artificial, o que tirou fôlego da alta doméstica. A Microsoft (MSFT34) teve o pior desempenho: seu resultado trimestral mostrou desaceleração no crescimento da divisão de computação em nuvem. Em resposta, as ações da companhia caíram 8,19%.
Os investidores também digerem as decisões sobre as políticas monetárias dos Estados Unidos e do Brasil. Ontem, o Federal Reserve, banco central americano, decidiu manter a taxa básica de juros, de 3,5% a 3,75% ao ano, inalterada. O Banco Central optou pela mesma medida, mantendo a taxa Selic a 15% ao ano. O tom mais leve no comunicado do BC surpreendeu e deu maiores esperanças sobre um possível início de ciclo de corte de juros em março.
O diferencial de juros entre os dois países continua vantajoso para o mercado brasileiro e atraindo fluxo de capital estrangeiro para os ativos locais.
Entre as ações de maior peso no principal índice da B3, os bancos operaram com desempenho negativo, acompanhando a baixa do Ibovespa. O Santander (SANB11) liderou as perdas, com queda de 1,47%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 1,29%. O Itaú (ITUB4) caiu 0,41%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização de 0,39%.
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