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A deputada democrata Ilhan Omar, que se tornou notoriamente um dos principais alvos de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu um ataque na noite de terça-feira 27, durante um comício em Minneapolis, no estado de Minnesota, palco de uma escalada de confrontos entre a população e o ICE, a polícia de imigração americana. Segundos após ter sido borrifada com um líquido desconhecido, a congressista confrontou seu agressor e prosseguiu com seu discurso a eleitores, mostram vídeos que circulam nas redes sociais.

 

A deputada de origem somali, uma comunidade que Trump já definiu como “lixo”, pedia a demissão da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, após a morte de dois cidadãos americanos em ações de agentes de imigração durante protestos na cidade.

O agressor, identificado pela polícia como Anthony Kazmierczak, de 55 anos, conseguiu atingir Omar com o líquido antes de ser imobilizado e expulso do comício. A congressista saiu ilesa, segundo as autoridades.

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No entanto, antes mesmo da detenção, Omar deu um passo rápido em direção ao agressor com o punho erguido. Em seguida, exortou a multidão a acalmar-se e ouvir sua fala.

“Esta é a realidade que pessoas como esse homem desagradável não entendem: Minnesota é forte e permaneceremos resilientes diante do que tentem lançar contra nós”, disse a congressista, que também acusou Trump de transformar Minneapolis em uma “zona de guerra”.  Inabalável, Omar declarou sobre o agressor: “Por favor, não deixem que ele tome conta do show”.

O suspeito foi detido por agressão de terceiro grau e foi aberta uma investigação, de acordo com a polícia. As autoridades não informaram sobre as possíveis motivações de Kazmierczak, mas o incidente ocorre em um momento em que Minneapolis se encontra em franca oposição à agressiva campanha de deportações de imigrantes sem documentos do governo Trump.

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Antes do incidente, os eleitores de Omar levantaram questões tão variadas quanto a coleta de lixo e a difícil situação do norte da cidade, além de seus temores em relação às fiscalizações migratórias que desencadearam protestos em massa. Quando ela pediu a renúncia da secretária Noem, o homem saltou da primeira fila de assentos da sala. Então, segundo a agência de notícias AFP, ele pareceu lançar o conteúdo de uma seringa, o que provocou queixas pelo mau cheiro.

Dois homens rapidamente o imobilizaram. O público do evento começou a gritar: “Fora, nazistas”.

Horas antes do episódio, Trump havia atacado, na terça-feira, Omar e a Somália durante um discurso em Iowa, ao dizer que a congressista nascida em Mogadíscio “vem de um país que é um desastre”. Ele também a acusa, sem provas, de “corrupção”.

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Após o discurso, Omar, a primeira deputada somali-americana, publicou no X (ex-Twitter): “Estou bem”.

“Sou uma sobrevivente, então este provocadorzinho não vai me intimidar a ponto de eu deixar de fazer meu trabalho”, escreveu.



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