O Ibovespa voltou a subir e renovar recordes nesta terça-feira, 27. Hoje, o avanço é de 2% perto das 18h, o que o fez alcançar os 180 mil pontos pela primeira vez na história. Em um mês, o índice já acumula alta de 13,5%. O dólar, por sua vez, encerrou em queda, cotado a 5,18 reais, menor patamar desde 28 de maio de 2024, quando a moeda americana encerrou a 5,15 reais.

Toda a atenção do mercado está na Superquarta, quando tanto o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve se reúnem para definir o futuro das políticas monetárias. A expectativa dos especialistas é a de manutenção da taxa de juros em ambos os países, mas o que está em jogo são os comunicados divulgados pelas autoridades monetárias. Os investidores estão de olho no tom dos comunicados, a fim de procurar por pistas de quando os ciclos de corte de juros poderão começar.

Nesse cenário, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continuaria atrativo e favorável ao real. “Temos visto um ingresso de fluxo de capital especulativo no Brasil devido a esse aspecto positivo, o que reflete principalmente na queda do dólar, mas também na alta do Ibovespa”, afirma Cristiane Quartaroli economista chefe do Ouribank.

Somado a isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia oficial da inflação no Brasil, foi divulgado hoje e registrou aceleração de 0,20% em janeiro. O resultado veio mais fraco do que as projeções de economistas e mostrou alguns sinais positivos em sua composição, principalmente em relação à inflação de serviços, que apresentou recuo em dois setores na primeira quinzena do mês.



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