Segundo análise da analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, o governo de Donald Trump busca “um relativo apaziguamento” dos ânimos com o envio de Tom Homan, o “czar da fronteira”, para Minnesota, nesta terça-feira (26). A região de Minneapolis tem uma crescente tensão após o segundo tiroteio fatal envolvendo um cidadão americano em confronto com agentes federais.

A chegada do Homan ocorre em um contexto de forte pressão política sobre o governo americano. Segundo a analista, há duas pressões específicas: uma vinda do Congresso, com mais da metade dos senadores ameaçando cortar verbas do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), e outra relacionada a pedidos de demissão da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, a responsável por essa articulação da política migratória de Trump.

Estratégia de contenção de crise

Magnotta avalia que o envio de Homan visa não apenas acalmar os ânimos sociais para evitar que os protestos se espalhem pelo país, mas também dar uma resposta política. “Para evitar que a qualquer momento isso fuja ao controle, a ideia de enviar agora o Tom Homan para Minnesota em particular é tentar garantir algum nível de coordenação, uma melhor organização do fluxo de comunicação”, explicou.

A analista destacou ainda que parte dos Estados Unidos, principalmente a região norte, está enfrentando severas condições climáticas, o que tem desmobilizado protestos em outros lugares. “Isso favorece o governo Trump, que vai tratando o assunto como um assunto isolado. Mas não é um assunto isolado, e é esse o sentimento que já existe em boa parte aqui da classe política e mesmo da opinião pública”, ressaltou.

Segundo Magnotta, com o envio do czar da fronteira, o governo Trump tenta coordenar melhor as forças policiais e o ICE com as iniciativas políticas, buscando evitar que a situação se agrave e gere consequências negativas para sua política imigratória.



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