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O ex-presidente português Aníbal Cavaco Silva somou-se nesta segunda-feira, 26, à lista de figuras de esquerda, centro e direita moderada que expressaram apoio público a António José Seguro, do Partido Socialista, no segundo turno das eleições de Portugal, previsto para 8 de fevereiro.

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Após um primeiro turno acirrado, Seguro e o ultradireitista André Ventura, líder do Chega, protagonizam a primeira vez em 40 anos que a eleição nacional não foi decidida durante uma única votação. Seguro somou quase 31% dos votos, enquanto o adversário teve 23%.

A onda de apoio reflete um sentimento demonstrado por pesquisas de opinião. Um levantamento do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, indica que o socialista venceria em no próximo dia 8 com folga, somando 70% das intenções de voto, contra 30% de Ventura. A pesquisa mostra que o eleitorado está praticamente decidido, com apenas 5% de indecisos.

Se confirmado, o resultado superaria os 60% obtidos por Marcelo Rebelo de Sousa em 2021 e ficaria pouco atrás dos 70,4% de Mário Soares, o recorde em uma votação no país.

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Seguro, de 63 anos, chegou a ser líder do Partido Socialista, mas abandonou brevemente a vida política após perder a liderança em 2014 para o ex-premiê António Costa. Ele é mestre em Ciência Política pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa.

O Chega, partido de Ventura, tem apenas sete anos, mas teve um crescimento rápido de popularidade. Entre as suas bandeiras, estão agendas anti-imigração e antissemitas, se somando a uma onda de conservadorismo que tem se expressado também em outros países europeus. O candidato de extrema-direita que disputa o voto dos portugueses é  um dos fundadores da sigla.



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