
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, conversou com auxiliares na segunda-feira e os avisou que pretende mesmo deixar a pasta até o fim desta semana.
Ele deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre hoje e amanhã para um debate sobre os próximos passos do ministério e para tratar de burocracias que precisam ser resolvidas para a formalização de seu desligamento,
Além do sentimento de dever cumprido, o ministro teria decidido deixar o cargo após os primeiros acenos de Lula ao possível desmembramento da pasta, o que representaria um esvaziamento de suas funções.
A expectativa é que o petista leve em conta as considerações que Lewandowski fará para a definição do sucessor.
O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto seria um nome natural para a sucessão, mas fatores internos estariam fragilizando essa possibilidade. Há quem diga ainda que ele acompanharia a saída do ministro.
Neste cenário, os nomes do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, despontam como favoritos. O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco também seria uma alternativa, principalmente depois que Lula optou por ignorar as articulações de Davi Alcolumbre pelo parlamentar e indicou Jorge Messias ao STF no lugar de Luís Roberto Barroso.