A Polícia Civil de São Paulo informou, na manhã desta segunda-feira (5), que ainda realiza trabalhos para identificar e localizar os responsáveis pela morte do soldado da Polícia Militar Lucas Lopes Bernardo. O agente morreu, no domingo (4), após ser atropelado por um grupo de motociclistas que vinha de um baile funk.
O caso ocorreu na Avenida Inajar de Souza, no Jardim Peri, zona norte da capital paulista. A CNN Brasil teve acesso ao boletim de ocorrência e separou os detalhes da história.
Entenda o caso
Segundo o registro policial, a viatura do soldado e da equipe que comandava foi estacionada na via para prestar apoio a outro grupo de PMs. Eles teriam abordado um carro em atitude suspeita, que havia entrado pela contramão da via.
Os policiais ficaram no local para preservar a equipe e sinalizar a presença na avenida, momento em que Lucas avistou o grupo de motos, conhecido como “bonde”. O coletivo, segundo a Polícia, é conhecido por circular com veículos muitas vezes de origem ilícita, sem placa, sem capacete e desrespeitando regras de trânsito.
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O soldado, então, tentou sinalizar para que eles reduzissem a velocidade na faixa. O bando, composto por cerca de cinco motociclistas, não obedeceu a ordem de parada. Lucas até tentou se desvencilhar, mas escorregou e caiu ao solo. Em seguida, um dos veículos o atropelou e passou por cima dele.
Veja vídeo:
Lucas, já desacordado, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Vila Nova Cachoeirinha, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o médico que atendeu o policial, ele sofreu “provável fratura de base de crânio”.
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Quem era o soldado da PM
De acordo com a PM, o soldado Lucas Lopes Bernardo fazia parte do 9º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.
Lucas tinha 27 anos e trabalhou na corporação por dois anos. Ainda segundo a polícia, ele deixou a esposa grávida, dois enteados, além de amigos e familiares que “sentem imensamente sua partida.”
A morte do PM foi registrada como homicídio no 72º Distrito Policial, da Vila Penteado.
*Sob supervisão de Pedro Osorio