Levado para os Estados Unidos depois de ser capturado em Caracas, o ditador venezuelano Nicolás Maduro está preso desde a noite deste sábado, 3, no Centro de Detenção Metropolitano em Nova York. Antes, no entanto, ele passou por um escritório da Agência Antidrogas americana (DEA), onde teve de registrar sua ficha criminal. O protocolo aconteceu na chegada de Maduro ao Aeroporto Internacional Stewart. Lá, deixou algemado a aeronave em que estava, cabisbaixo e vestindo uma blusa azul, cercado por agentes, em cena que circula pelas redes sociais. 

Já com um casaco preto e touca, mas ainda sob a custódia de agentes do FBI, a polícia federal americana, Maduro apareceu pouco depois no interior do centro de detenção, para onde foi levado de helicóptero, após deixar o aeroporto. Um vídeo mostra sua caminhada por um dos corredores do local com cumprimentos aos agentes. “Boa noite! Feliz Ano Novo!”, disse o venezuelano. Todo o trâmite desde sua captura até a chegada à prisão durou menos de 24 horas, com parte do trajeto feito também com um navio, ainda no Mar do Caribe. 

Na metrópole americana, Maduro deve ser julgado pelo Judiciário pelos crimes de conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. A acusação contra o venezuelano na Corte do Distrito Sul de Nova York coloca como réus, além do presidente deposto, a primeira-dama Cilia Flores de Maduro, o filho do venezuelano Nicolás Maduro Guerra, o ministro do Interior Diosdado Cabello. 

Outro alvo é Hector Guerrero Flores, conhecido no Niño Guerrero e líder da organização criminosa Venezuela Trem de Aragua. Tal grupo armado foi o que mais se expandiu nos últimos anos na América do Sul. Nascido em 2014 dentro de uma prisão, atua em diversos países do continente e tem expandido os seus tentáculos também no Brasil.

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A operação que prendeu Maduro foi transmitida em tempo real para Trump e membros do alto escalão do governo — que assistiram a prisão desde Mar-a-Lago, na Flórida, segundo relatou o presidente americano. Em pronunciamento, Trump afirmou que autoridades americanas devem permanecer na Venezuela por tempo indeterminado. “Não queremos que outra pessoa assuma o poder e continuemos na mesma situação que tivemos nos últimos anos. Portanto, vamos governar o país. Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e justa”, disse Trump.



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