A exposição É Pau, É Pedra…, dedicada ao trabalho de Sergio Camargo, convida o público a revisitar a obra e a trajetória do gênio da escultura em um percurso inédito no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Com curadoria voltada a diferentes momentos da produção do artista, a mostra — realizada pelo Metrópoles e com visitação gratuita até 6 de março de 2026 — reúne um amplo conjunto de trabalhos, transformando o espaço em uma opção cultural acessível e instigante.

Camargo tem uma trajetória profissional de tirar o fôlego de muitos artistas e admirados, em especial o ano de 1965 foi marcante para seu avanço profissional, em especial por sua passagem por Brasília, ainda em construção.

Visita ao Itamaraty

Em 1965, quando morava em Paris, Camargo viaja para o Brasil, permanecendo grande parte do ano no país. Em abril, apresenta mostra individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Durante a exposição, Carlos Flexa Ribeiro, secretário da Educação e Cultura da Guanabara, adquire o relevo n. 15 para a futura Escola Municipal Roma, em Copacabana, com projeto de Francisco Bologna, onde a obra se encontra ainda hoje.

Em junho expõe na Galeria São Luiz, em São Paulo. Um dos relevos é adquirido por José Nemirovsky, e hoje integra o acervo da Fundação José e Paulina Nemirovsky, hoje na Estação Pinacoteca, São Paulo.

Em setembro, do mesmo ano, participa da 8ª Bienal Internacional de São Paulo com cinco relevos em madeira, recebendo o Prêmio de Melhor Escultura Nacional. As obras expostas, segundo o catálogo geral, são Relevo n. 13, Relevo n. 24, Relevo n. 26, Relevo n. 31 e Relevo arborescente n. 41, uma das quais adquirida pelo Ministério das Relações Exteriores.

Muro no Itamaraty feito por Sergio Camargo

Ainda em 1965, o escultor recebe a encomenda para executar o muro estrutural de concreto no auditório do Palácio Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.

E a Tate Gallery, em Londres, adquire Grand relief fendu n. 34/4/74 por intermédio da galeria Signals. A obra integra o acervo permanente do museu, até hoje.

Megaexposição

Camargo teve diversos anos “geniais” para escultores, e seus trabalhos podem ser apreciados na exposição no Teatro Nacional. A mostra é um convite a pessoas de todas as idades, dos pequenos aos idosos, uma vez que conta com acessibilidade. Para artistas, escultores e criativos do quadradinho do Distrito Federal e arredores, é uma oportunidade rara de observar de perto obras que influenciaram a escultura global — peças que inspiram, provocam e expandem repertórios.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. Diariamente, das 12h às 20h



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