Mulheres na menopausa contam, agora, com uma ajuda para driblar a queda na libido — tão prejudicada com a mudança hormonal. O Food and Drug Administration (FDA) aprovou nesta sexta-feira (19/12), nos Estados Unidos, o primeiro comprimido diário para tratar baixa libido em mulheres na menopausa.

O medicamento chamado Addyi (flibanserina) trata o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo em mulheres com menos de 65 anos. Desenvolvido pela Sprout Pharmaceuticals, a pílula já havia sido aprovada há uma década para mulheres jovens em condição de pré-menopausa.

Como age o medicamento para aumentar a libido na menopausa

O comprimido não é hormonal e age diretamente nos neurotransmissores — responsáveis por enviar as mensagens por meio de vias no cérebro, desencadeando as respostas celulares. O retorno do desejo sexual pelo fármaco acontece a partir do aumento dos neurotransmissores da dopamina e da norepinefrina, assim como pela diminuição da serotonina.

A pessoa que inicia o tratamento passa a ter mais respostas a pensamentos sexuais, o que não ocorre de maneira adequada quando há baixa libido por causa da menopausa, período em que níveis de estrogênio e progesterona diminuem.

Mulher mais velha, sentada na cama, com a mão no peito - Metrópoles. Menopausa
Baixa hormonal é uma das principais causas da queda na libido em mulheres na menopausa

De acordo com a desenvolvedora, há um aumento natural de pensamentos positivos sobre sexo a partir de uma lógica de antecipação de recompensa. Entretanto, o medicamento pode apresentar reações adversas em pacientes com problemas hepáticos ou que fazem uso de antifúngicos e antivirais. A reação varia entre aumento da pressão arterial e desmaios.

O medicamento começa a ser comercializado nos Estados Unidos e, até o momento, não há previsão de comercialização no Brasil.

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