
Os arquivos secretos de Jeffrey Epstein, o bilionário do mercado financeiro que promovia festas com garotas adolescentes para pessoas influentes e celebridades, se tornaram a principal arma dos parlamentares democratas para desgastar a imagem do republicano Donald Trump. Amigo pessoal do predador sexual que se suicidou na cadeia, o presidente americano costumava comparecer aos convescotes em que meninas desfilavam de mini saia e roupas provocantes, enquanto eram assediadas por homens mais velhos.
Eis que, após a oposição fazer muita pressão em uma estratégia que contou com apoio do movimento MAGA, a base mais aguerrida de Trump, o inquérito foi finalmente liberado por ordem do Congresso, em lei sancionada pela Casa Branca. Mas o material divulgado, com cerca de 300 páginas, atinge também uma das principais lideranças democratas: Bill Clinton, o ex-presidente que se viu envolvido em um outro escândalo sexual enquanto ocupava o cargo.

Marido de Hillary Clinton, outro quadro que disputou – e perdeu – as eleições presidenciais, Bill aparece em diversas fotos comprometedoras, ao lado de Epstein e de mulheres. Em algumas imagens, as pessoas que estão ao lado dele têm a identidade preservada por tarjas e retângulos pretos. Especula-se nas redes sociais que podem se tratar de menores de idade.
Um porta-voz de Clinton afirmou que o ex-presidente rompeu relações com Epstein muito antes de os crimes virem à tona. “Eles podem divulgar quantas fotos de mais de 20 anos quiserem, mas isso não é sobre Bill Clinton”, disse o porta-voz Angel Ureña na rede social X, tentando afastar o chefe do escândalo que ainda ecoa na política americana.

O próprio Bill Clinton parecia ter muita confiança de que o escândalo não iria atingí-lo. Nas redes sociais, internautas estão resgatando um depoimento do ex-presidente em que ele afirma que as evidências contra Trump no escândalo “eram evidentes”. Ele e sua esposa, Hillary, desativaram as caixas de comentários na plataforma X e guardam constrangedor silêncio diante dos fatos.