O tenente da Polícia Militar, Henrique Otavio Oliveira Velozo, de 33 anos, foi afastado de suas atividades oficiais e terá seu salário reduzido, a decisão foi publicada no último dia 1º de dezembro. O agente foi julgado e absolvido pela morte do lutador Leandro Lo, ocorrida em agosto de 2022.

De acordo com a portaria, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o policial não poderá usar sua farda e receberá apenas um terço do valor de seu salário.

A decisão ocorreu após Henrique Velozo ter sido submetido ao Conselho de Justificação da corporação. De acordo com a publicação, o tenente foi considerado culpado por decisão unânime do colegiado.

Em nota enviada à CNN Brasil, a defesa do policial afirma que vai aguardar a decisão final do procedimento e que estuda medida para o retorno dele ao serviço policial.

No início de novembro de 2025, Henrique havia sido absolvido das acusações pelo Tribunal do Júri, que entendeu que o policial agiu em legítima defesa. A maioria dos jurados votou pela sua absolvição.

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A defesa do réu alegou, desde o início da ação penal, que o policial se defendeu do lutador e apontou contradições nos relatos das testemunhas, o que contribuiu para a decisão do júri.

O julgamento começou na última quarta-feira (12), no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, e teve a duração de três dias.

Relembre o caso

O caso ocorreu quando Leandro Lo, octacampeão mundial da modalidade, foi baleado na cabeça durante um show no Clube Sírio, na Zona Sul de São Paulo.

Desde então, o tenente Velozo permaneceu preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte da cidade, sendo transferido para a prisão comum somente em outubro de 2025.

Segundo as investigações policiais, Leandro Lo se envolveu em uma discussão no clube. Em um primeiro momento, o lutador teria derrubado o policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, que o teria provocado.

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Velozo, então, teria se retirado do local e retornado armado, efetuando um disparo fatal na cabeça do atleta. Após o disparo, o policial ainda teria chutado Lo duas vezes, mesmo com o lutador já desacordado no chão, antes de deixar o local.

Henrique Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte ao crime sendo conduzido à delegacia para prestar depoimento. A Justiça decretou sua prisão temporária, que posteriormente foi convertida em preventiva.

O policial foi indiciado por homicídio por motivo fútil, e foi investigado pelo 16° DP, na Vila Clementino.

 

*Sob supervisão de Pedro Osorio



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