Lando Norris vai estrear na temporada de 2026 da Fórmula 1 com um novo símbolo de status no carro. Campeão mundial de 2025 pela McLaren, o britânico confirmou nesta segunda-feira (8) que deixará o número 4, usado desde sua chegada à categoria em 2019, para adotar o icônico número 1, que é um privilégio reservado exclusivamente ao piloto que venceu o campeonato no ano anterior.
A escolha marca não apenas uma mudança visual, mas também a afirmação de uma tradição que alguns campeões optam por abandonar. “É tradição, está lá por um motivo. Está lá porque você pode ir e tentar conquistá-lo, pode trabalhar duro para tentar conseguir”, afirmou Norris em entrevista à Sky Sports.
O britânico destacou que a decisão é também um tributo à equipe que o conduziu ao título inédito. “Todos os meus mecânicos, engenheiros, todos que são parte da McLaren também precisam ter esse reconhecimento. Então não é por mim, é por eles também. Pelo orgulho, saber que colocaram muito trabalho e esforço naquilo que podem, para que também possam dizer ‘somos número 1’. Não é tão legal quando você diz ‘somos número 4’”, disse, em tom descontraído.
A confirmação obriga Max Verstappen a escolher outra identificação numérica. O holandês, tetracampeão entre 2021 e 2024, utilizava o número 1 desde 2022, mas perde o direito após não conquistar o título em 2025. Ele pode retornar ao tradicional 33, usado no início da carreira, mas já declarou que considera adotar o número 3 na próxima temporada. “Meu número favorito é obviamente o 3. Só que ainda temos que ver se isso é realmente possível”, afirmou o piloto da RBR.
A mudança de Norris ocorre em um momento de flexibilização no regulamento. Desde 2014, os pilotos eram obrigados a manter o mesmo número escolhido na estreia na Fórmula 1. No entanto, uma mudança aprovada em novembro abriu a possibilidade para alterações anuais, permitindo que mais competidores renovem suas marcas pessoais a cada campeonato.