
Em entrevista ao programa Ponto de Vista desta segunda, 8, o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) avaliou a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato do bolsonarismo à Presidência em 2026. Segundo ele, embora o anúncio tenha causado surpresa pelo momento, a movimentação já era esperada dentro do tabuleiro político (este texto é um resumo do vídeo acima).
“Candidato raiz”: PT vê Bolsonaro tentando evitar isolamento
Zarattini afirmou que a escolha de Flávio confirma uma estratégia para manter uma identidade própria do bolsonarismo na disputa eleitoral:
“O candidato raiz que eles encontraram foi o Flávio Bolsonaro. É um candidato da família, esse é raiz mesmo.”
O deputado avalia que o movimento foi uma reação ao avanço do Centrão, que buscava construir uma candidatura alternativa com Tarcísio de Freitas, afastando-se do núcleo bolsonarista:
“O Centrão queria construir um projeto próprio com o Tarcísio. Isso significava, de certa forma, abandonar o bolsonarismo.”
Bolsonaro, preso, age para manter influência e bancada
Para Zarattini, Jair Bolsonaro — atualmente cumprindo pena — tenta evitar ser descartado politicamente:
“Todo preso quer sair da cadeia. Ele falou: ‘Vamos lançar uma candidatura que mantenha a expectativa de uma força política própria.’”
A leitura do deputado é que, mesmo com derrota nas urnas, a família Bolsonaro busca preservar uma bancada robusta no Congresso:
“Mesmo que perca a eleição, quer manter uma bancada forte do bolsonarismo na Câmara e no Senado.”
Proposta de anistia é “inexequível”, diz parlamentar
Zarattini também descartou a possibilidade de uma negociação política envolvendo anistia para Jair Bolsonaro — mencionada por aliados do senador Flávio Bolsonaro:
“Do meu ponto de vista, é algo inexequível. Imagina.”
Segundo ele, a ideia não encontra base jurídica nem clima político para prosperar.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.