A brasileira Bruna Caroline Ferreira, ex-cunhada da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, detida há quase um mês, que pode ser deportada dos Estados Unidos, relatou que travou uma batalha na justiça americana pela guarda do filho, sobrinho da porta-voz.

Em entrevista ao jornal americano The Washington Post, Bruna relatou que após se separar de Michael Leavitt, em 2015, ele entrou com um pedido pela guarda principal do filho do casal. Desde então os dois trocaram acusações de ameaças, abuso e negligencia em relação aos cuidados da criança.

A brasileira foi detida em 12 de novembro perto da cidade de Boston, nos EUA, enquanto ia buscar o filho na escola, e enfrenta a possibilidade de ser deportada para o Brasil.

Nos últimos anos a justiça americana determinou que os dois compartilhassem a guarda do filho. Já em 2021 o casal combinou que a criança iria morar com o pai sendo visitada e levada para a casa mãe aos finais de semana, informa o jornal.

 

O Washington Post afirma que, desde a prisão da brasileira, o governo americano tem alegado que ela é uma mãe ausente.

Em 2014 Bruna estava noiva de Michael Leavitt, irmão mais velho de Karoline Leavitt, que administrava a concessionária de automóveis da família em New Hampshire, segundo um artigo do mesmo ano do jornal Salem News, sobre ele ter ganhado US$ 1 milhão em uma competição de futebol americano de fantasia.

O artigo trazia uma foto de Michael Leavitt, Bruna e o filho deles, então com oito meses, radiantes enquanto posavam com um enorme cheque simbólico.

Registros judiciais da época mostram que a brasileira indicou como endereço uma casa de propriedade de Michael Leavitt.

Fotos publicadas no Facebook de Bruna mostram ela passando tempo com o filho pequeno, participando de brincadeiras de “doces ou travessuras” e levando-o a jogos de beisebol.

Michael Leavitt disse à afiliada da CNN, WMUR, que a mãe mantém contato com o filho, mas o menino não fala com ela desde a detenção. Ele descreveu a situação como difícil e disse que só quer o melhor para o filho.

O status de Bruna

advogado da brasileira, Todd Pomerleau, afirmou que ela era uma ex-beneficiária do programa DACA (Ação Diferida para Chegadas na Infância na sigla em inglês), que concede proteção temporária contra a deportação para aqueles que foram trazidos aos EUA quando crianças.

Ela não conseguiu renovar seu status há alguns anos, durante os esforços do presidente Donald Trump para encerrar o programa em seu primeiro mandato, mas atualmente está em meio a um “processo legal de imigração” para obter a cidadania americana, informou Pomerleau.

Bruna saiu do Brasil e chegou aos Estados Unidos aos seis anos com seus pais, relatou a irmã dela, Graziela Dos Santos Rodrigues, ao jornal The Boston Globe, afirmando que ela é “mais americana do que qualquer outra coisa”.



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