A Polícia Civil de Pernambuco está apurando a morte de Ronald José Salvador, de 55 anos, na terça-feira (2), ocorrida após um acidente durante a prática do exercício de supino em uma academia de Olinda, no Grande Recife.
O caso foi registrado como morte acidental pela Delegacia de Rio Doce. No entanto, as investigações seguem em andamento para determinar as circunstâncias do ocorrido. A apuração deve analisar se houve imperícia, imprudência ou negligência, como praxe neste tipo de caso.
O acidente que vitimou Ronald ocorreu na RW Academia. Câmeras de segurança registraram o momento em que a barra de ferro que o aluno executava no supino escorregou de sua mão e caiu sobre o tórax.
Após o impacto, as imagens indicam que Ronald José Salvador conseguiu se levantar, mas em seguida caiu novamente no chão da academia.
A equipe da RW Academia prestou atendimento imediato ao aluno. Ele foi encaminhado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
A vítima, conhecida por sua atuação na cultura local, morreu na terça-feira, um dia após o acidente, que foi na segunda-feira (1).
Quem era vítima de acidente em academia de Olinda (PE)
Além de aluno da academia, Ronald José Salvador era uma figura central na cultura de Olinda. Ele era o presidente do Centro Cultural Palácio dos Bonecos Gigantes de Olinda.
Veja quem era vítima de acidente em academia de Olinda
A equipe do Palácio dos Bonecos Gigantes lamentou publicamente o falecimento, descrevendo-o como “um líder, um amigo, um criador, um defensor apaixonado pela Cultura Popular”.
Em respeito à memória de Salvador, as atividades do Palácio dos Bonecos foram suspensas, com previsão de retorno na sexta-feira (5).
O carnavalesco também integrava o bloco carnavalesco “Homem da Meia-Noite”. O velório e o sepultamento de Ronald José Salvador ocorreram na tarde de quarta-feira (3) no cemitério Morada da Paz, em Paulista (PE).
A RW Academia emitiu uma nota lamentando a morte do aluno, destacando que ele era “uma pessoa amada e muito querida”. Enquanto a academia e as instituições culturais se manifestam, o foco policial permanece na apuração dos fatos.