A Vale Base Metals, subsidiária da mineradora brasileira responsável por metais como cobre e cobalto, anunciou na última terça-feira (2) que firmou um acordo com a suíça Glencore para avaliar a criação de uma joint venture focada em um projeto de cobre na Bacia de Sudbury, no Canadá.
Inicialmente, as empresas vão analisar um potencial desenvolvimento de depósitos de cobre localizados em uma área já explorada e situada em propriedades adjacentes das duas companhias.
O acordo prevê estudos para aproveitar sinergias operacionais, incluindo o uso do shaft e da infraestrutura existente na mina Nickel Rim South, da Glencore.
O projeto propõe o aprofundamento do poço de mineração da Glencore e a abertura de novas galerias para acessar depósitos próximos.
A estimativa é de que o empreendimento produza cerca de 880 mil toneladas de cobre ao longo de 21 anos, com investimento previsto entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2 bilhões.
Segundo a Vale, a geologia polimetálica da Bacia de Sudbury indica que, além do cobre, o projeto também pode gerar níquel, cobalto, ouro, e outros minerais críticos.
Os trabalhos de engenharia detalhada, licenciamento e consultas públicas estão programados para 2026. A decisão final de investimento é esperada para o primeiro semestre de 2027.
Vale aposta no cobre
Em outubro, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a mineradora pretende dobrar sua produção de cobre.
O plano de ampliar a produção do minério parte do diagnóstico de que o mercado global de cobre é restrito e complexo do ponto de vista da oferta – os projetos são caros e demorados –, mas conta com uma demanda crescente.
O cobre é utilizado como base em praticamente todos os produtos ligados à eletrificação, em componentes de veículos elétricos, cabos e equipamentos de energia.
Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) indicam que a demanda por cobre deve crescer cerca de 30% até 2040.
O investimento em cobre também faz parte da estratégia de diversificação do portfólio da empresa.