A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (2/12), a Operação Túnel Virtual para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes sofisticadas contra a Previdência Social.

O grupo acessava remotamente sistemas internos do INSS, reativando ilegalmente milhares de benefícios e causando um prejuízo estimado em R$ 143 milhões aos cofres públicos.

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Segundo as investigações, os criminosos instalaram dispositivos eletrônicos clandestinos dentro de agências do INSS.

Esses equipamentos funcionavam como uma porta de entrada remota, permitindo que o grupo acessasse a rede interna sem levantar suspeitas.

A estratégia era complementada por programas maliciosos capazes de capturar credenciais de servidores e, em alguns casos, pela cooptação direta de funcionários, que recebiam pagamentos em troca de senhas institucionais.

A PF identificou 7.017 reativações fraudulentas de benefícios que haviam sido suspensos ou bloqueados por irregularidades.

As medidas judiciais desta terça incluem 13 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão preventiva, cumpridos no Pará, São Paulo e Ceará. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Federal Criminal de Belém (PA).

A investigação é conduzida em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP/MPS), que detectou movimentações atípicas e acessos incompatíveis com a rotina de servidores.

A apuração indica que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções, suporte tecnológico sofisticado e movimentação financeira compatível com organizações especializadas em fraudes previdenciárias.



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