Este ano marca 30 anos do primeiro álbum de Chico César, “Aos Vivos”, que inspirou uma geração de jovens e artistas negros. Em entrevista à CNN, o cantor e compositor paraibano refletiu sobre ancestralidade e seu legado.

“Eu sinto que cada um que entra lança luz sobre os outros. Os meninos do Hip Hop de São Paulo — Emicida, Fioti, Rael — chegaram para mim: ‘Quando você apareceu na televisão fazendo Xuxa, Gugu, Silvio Santos e Fautão, a gente pensou, ‘poxa, tem lugar para gente’, porque esse cara é um preto que nem nós. (…) A gente cabe do jeito que a gente quiser, com o cabelo que a gente quiser, com a roupa que a gente quiser'”, disse.

“Consciência negra é a gente saber que os nossos ancestrais vieram escravizados para o Brasil, mas antes eles eram pessoas livres na África. É importantíssimo ter essa consciência. Isso que eu trago na minha música”, continuou.

Para encerrar o mês da Consciência Negra, o cantor se apresentou no Festival Palco Brasil, no Rio de Janeiro, na sexta-feira (28). Chico César é responsável por hits como “Mama África”, “À Primera Vista” e “Alma Não Tem Cor”.

“A minha ideia é seguir até os meus 90 anos no palco, cantando a beleza de ser afro, indígena e brasileiro”, afirmou.

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