A Viridis Mining and Minerals assinou o primeiro grande contrato de execução do projeto Colossus, de terras raras, em Minas Gerais. O acordo foi firmado com a distribuidora municipal de energia DME e prevê a construção da infraestrutura elétrica necessária para conectar o empreendimento à rede.

Segundo comunicado enviado ao mercado, o contrato inclui licenciamento, engenharia, compra de equipamentos e construção de uma conexão dedicada de transmissão de alta tensão de 3,2 quilômetros e 138 kV, ligando a Subestação Saturnino ao projeto Colossus.

O acordo também garante uma reserva inicial de 27 MW de capacidade elétrica para sustentar a primeira fase de operação do empreendimento. A capacidade na rede foi assegurada a partir de dezembro de 2027, em linha com o cronograma da companhia, que mira a primeira produção no primeiro semestre de 2028.

A infraestrutura será entregue em modelo “turnkey”, no qual a DME fica responsável por todo o pacote, desde o licenciamento até a energização. O pacote de obras tem preço fixo estimado em R$ 3,97 milhões. Segundo a empresa, o formato dá previsibilidade de custos e evita exposição a eventuais aumentos nas despesas de engenharia ou construção dessa parte do projeto.

A linha de transmissão e a infraestrutura de subestação associada serão projetadas com capacidade de até 90 MVA, acima da demanda inicial prevista. A Viridis afirma que isso cria uma rota para expansão futura do Colossus sem necessidade de grandes investimentos adicionais em conexão à rede.

Em nota, o diretor-gerente da companhia, Rafael Moreno, afirmou que a assinatura do acordo marca a transição formal do projeto da fase de desenvolvimento para a fase de execução.

“Garantir infraestrutura dedicada de energia no Brasil, onde aproximadamente 90% da energia é gerada a partir de fontes sustentáveis, é um requisito crítico para qualquer projeto de mineração”, disse Moreno.

A Viridis também informou que a DME já iniciou a aquisição de equipamentos elétricos críticos de longo prazo de entrega, com o objetivo de cumprir o cronograma de energização em dezembro de 2027.

O avanço ocorre antes da decisão final de investimento, conhecida como FID, prevista pela companhia para o segundo semestre de 2026. A Viridis afirma que o contrato de energia é o primeiro de vários pacotes relevantes de execução que devem ser contratados nos próximos meses.

 



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