Em aeroportos, rodovias e estruturas de grande circulação, o pré-atendimento é uma das etapas mais sensíveis da operação. Antes da chegada a um hospital, é nesse ponto que uma equipe precisa avaliar o risco, estabilizar o paciente, decidir sobre remoção e agir em poucos minutos, muitas vezes em meio ao fluxo intenso de passageiros, trabalhadores e usuários. No Brasil, a pressão sobre esse serviço cresce junto com a expansão das concessões, o aumento da mobilidade, o avanço do turismo e a exigência por respostas mais rápidas em operações sensíveis.

Nesse cenário, a emergência não depende apenas da presença de profissionais de saúde, mas também de coordenação, treinamento, protocolos e liderança próxima da ponta. É nesse ambiente que o Grupo Med+, maior empresa de emergências aeroportuárias da América Latina, atua em 54 aeroportos e 14 rodovias, com R$ 2 bilhões em contratos e cerca de 8 mil colaboradores.

A companhia atende mais de 56 milhões de pessoas por mês, entre brasileiros e estrangeiros, em uma operação que colocou o atendimento emergencial no centro da infraestrutura crítica do país.

A expansão tem origem em uma trajetória pouco comum no setor. Victor Reis, hoje presidente do Grupo Med+, começou na linha de frente do pré-atendimento e viveu, ainda no início da carreira, um episódio que marcou sua visão de gestão, ao ser demitido por justa causa após um erro de procedimento em uma empresa do mesmo segmento.

A experiência, segundo ele, mudou a forma como passou a enxergar processo, treinamento e liderança.

“A linha de frente mostra onde uma empresa acerta e onde ela falha. Quando você conhece essa realidade de perto, entende que emergência não depende de improviso, depende de equipe preparada, processo claro e liderança presente”, afirma Victor Reis.

O crescimento de 150% em 2024 também trouxe o desafio manter padrão, cultura e qualidade em equipes espalhadas pelo país.

Pelo 8º ano consecutivo, o Grupo Med+ foi reconhecido pelo Great Place to Work e ficou no top 5 das melhores empresas para trabalhar na área da saúde neste ano. Isso reflete nos serviços de urgência e emergência, retenção, treinamento e gestão de pessoas que a empresa faz diretamente em campo. A companhia também informa que 56% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, um indicador associado à formação de gestores em áreas de alta pressão.

“Em uma empresa de urgência e emergência, cuidar das equipes é parte da operação. Quando formamos lideranças diversas, preparadas e próximas da realidade do atendimento, a tomada de decisão melhora e o serviço também”, afirma Bruna Reis, CEO do Grupo Med+.

Na linha de frente, Med+ torna emergência em gestão de alta escala - destaque galeria

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A nova fase da companhia amplia esse modelo para outros mercados. Depois de consolidar presença no Brasil, o Grupo Med+ já iniciou sua atuação fora do país e também entrou no setor de educação, com presença em 5,3 mil escolas e impacto potencial sobre 3,5 milhões de alunos no estado de São Paulo, por meio de psicologia voltada à prevenção do bullying em sala de aula. A expansão mostra uma mudança de alcance, da resposta emergencial em aeroportos e rodovias para ações de prevenção em ambientes escolares e operações internacionais.

Para a companhia, o desafio agora é manter a disciplina criada na ponta enquanto aumenta a escala. A trajetória que começou no pré-atendimento e chegou à liderança em mais de 50 aeroportos ajuda a explicar esse movimento, porque transformou uma experiência operacional em método de gestão, com foco em processo, pessoas e resposta rápida em ambientes onde errar custa caro.

Grupo Med+

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