Belo Horizonte – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) assinaram na quarta-feira (3/5) os Termos de Compromisso para a criação de Centros de Referência Especializados de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. Os centros serão implantados em 24 municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019.

Investimento e atendimento às mulheres

O projeto, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG), prevê um investimento total de R$ 36 milhões, sendo R$ 1,5 milhão para cada município. Os centros vão oferecer acolhimento seguro, apoio psicológico, social e jurídico, além de ajudar as mulheres a conquistarem independência financeira.

“É um passo muito importante para ampliar o apoio às mulheres vítimas de violência”, destacou o secretário-adjunto de Planejamento, Rodrigo Matias.

Rompimento da mina do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, em janeiro de 2019
Rompimento da mina do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, em janeiro de 2019

Agilidade na reparação

Durante a reunião, também foi discutida uma forma mais simples e rápida de usar os cerca de R$ 300 milhões que ainda restam do Acordo Judicial de Reparação. O objetivo é agilizar a liberação de recursos para os 26 municípios da Bacia do Paraopeba, mantendo o controle técnico.

O procurador-Geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho, ressaltou que os municípios conhecem melhor as necessidades da população local. Os projetos ainda precisam de homologação judicial para entrar em vigor.

A tragédia de Brumadinho vitimou 272 pessoas e deixou graves danos socioeconômicos e ambientais na região.



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