
O setor de planos de saúde conseguiu inverter, no primeiro quadrimestre de 2026, a trajetória de alta nas reclamações de consumidores registrada no ano passado.
Dados da plataforma Consumidor.gov mostram que o número de queixas contra operadoras de saúde e administradoras de benefícios caiu 13,4% entre janeiro e abril, na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 10.199 registros nos quatro primeiros meses deste ano, ante 11.782 no primeiro quadrimestre do ano anterior.
O recuo chama atenção porque ocorreu na contramão do movimento geral da plataforma federal. No mesmo intervalo, o total de reclamações no país mais que dobrou, com alta de 104,8%, passando de 607.343 para mais de 1,2 milhão de ocorrências.
Para o setor, a queda é atribuída ao reforço nos canais de atendimento e comunicação com os beneficiários, em um momento em que a saúde suplementar segue sob pressão regulatória, judicial e reputacional.
“Toda reclamação em saúde deve ser tratada com o maior cuidado e zelo, mas planos de saúde e administradoras de benefícios ocupam apenas a 20ª colocação no ranking geral da plataforma”, afirma Bruno Sobral, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar.