A escalação de Luisa Arraes para viver Cássia Eller na cinebiografia Cássia, O Filme movimentou as redes sociais e dividiu opiniões. Parte do público passou a questionar o processo de seleção para o longa, especialmente pelo fato de a atriz namorar Chico Chico, filho único da cantora. Alguns defenderam que a produção poderia apostar em atrizes menos conhecidas ou artistas LGBTQIA+. Como Luisa, outros nomes já sofreram críticas por papéis antes mesmo da estreia.

Recentemente, Lupita Nyong’o precisou rebater críticas após ser anunciada como Helena de Troia em uma nova adaptação de A Odisseia. Nas redes sociais, parte do público questionou a escolha de uma atriz negra para viver a personagem da mitologia grega. Diante da repercussão, a vencedora do Oscar defendeu a escalação e lembrou que se trata de uma obra mitológica.

Rachel Zegler protagonista do live-action de Branca de Neve, da Disney, também enfrentou forte rejeição desde o anúncio do elenco. Críticos alegavam que a atriz não correspondia à imagem tradicional da princesa apresentada na animação de 1937. A controvérsia acompanhou a produção durante boa parte de sua divulgação.

Bradley Cooper enfrentou críticas após divulgar as primeiras imagens caracterizado como o maestro e compositor Leonard Bernstein no filme Maestro (2023). A principal polêmica envolveu o uso de uma prótese nasal, que levou alguns críticos a acusarem a produção de recorrer a estereótipos ligados à origem judaica do músico. O debate ganhou força nas redes sociais, mas a família de Bernstein saiu em defesa do ator e afirmou que a caracterização foi feita com respeito e aprovação dos parentes do artista.

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Em 2018, Scarlett Johansson foi escalada para interpretar Dante “Tex” Gill, um homem trans, no filme Rub & Tug. A escolha provocou críticas de ativistas e representantes da comunidade trans, que defendiam a contratação de um ator trans para o papel. Diante da repercussão, a atriz decidiu deixar o projeto.

Eddie Redmayne enfrentou críticas por interpretar a artista transgênero Lili Elbe em A Garota Dinamarquesa (2015). Na época, ativistas e parte da comunidade trans questionaram a escolha de um ator cisgênero para o papel. Anos depois, o próprio ator admitiu que a escalação foi um erro e afirmou que não aceitaria o papel hoje, reconhecendo a importância de ampliar as oportunidades para artistas trans em Hollywood. Apesar da polêmica, sua atuação foi elogiada pela crítica e lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.





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