A SpaceX concluiu na última sexta-feira (22) mais um teste da versão ampliada da Starship. O lançamento foi marcado por um dramático exercício de equilíbrio entre sucessos e fracassos.
Após a decolagem, no extremo sul do Texas, o veículo sobrevoou o Golfo do México e a parte superior da espaçonave amerissou no Oceano Índico cerca de uma hora depois, apesar de um problema no motor que ameaçou repetidamente destruir o veículo.
O retorno aconteceu por volta das 20h35 no horário de Brasília.
Durante o lançamento, a nave decolou exatamente no topo da janela orbital, com todos os seus 33 motores Raptor em plena potência. Depois de atingir uma trajetória orbital “dentro dos limites”, a Starship conseguiu liberar um lote de 22 satélites simulados, dois dos quais estavam equipados com câmeras para monitorar o escudo térmico da espaçonave.
Apesar disto, o foguete Super Heavy não completou a queima de retorno — que permite um pouso controlado — e apenas cinco dos seis motores da “nave” acenderam.
O problema a impediu de entrar na órbita correta, embora a trajetória tenha permanecido dentro dos limites para um voo suborbital. Diante a situação, a equipe não conseguiu reacender os motores no espaço antes da amerissagem.
Mesmo com as dificuldades, e com apenas dois dos seus três motores acesos para a queima de pouso, a reentrada e o pouso na água ocorreram normalmente.