Explosões foram ouvidas em Kiev depois que autoridades americanas e ucranianas alertaram, neste sábado (23), sobre um possível ataque de mísseis russos. Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, havia ordenado retaliação por um ataque ucraniano mortal.

Na noite deste sábado, a Força Aérea Ucraniana emitiu um alerta sobre o lançamento de um míssil balístico de médio alcance (Oreshnik), referindo-se a um tipo de míssil russo de alta potência.

Tymur Tkachenko, administrador militar de Kiev, afirmou em uma publicação no Telegram que a capital estava sob um “ataque balístico massivo” e pediu a todos que permanecessem em abrigos.

O prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, disse que danos causados ​​por destroços e pedidos de assistência médica foram relatados em toda a capital.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mencionou um possível ataque com mísseis Oreshnik no início da manhã de sábado, e o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a embaixada americana em Kiev recebeu informações de que um ataque com mísseis poderia ocorrer “a qualquer momento” nas próximas horas.

“Nossos serviços de inteligência relataram ter recebido dados, inclusive de parceiros americanos e europeus, sobre a Rússia preparando um ataque com o míssil Oreshnik. Estamos verificando essas informações”, disse Zelensky em publicação na rede social X, acrescentando: “Contamos com uma resposta do mundo – e com uma resposta que não seja posterior ao fato, mas preventiva. É preciso pressionar Moscou para que não amplie a guerra”.

As explosões e os alertas ocorrem depois que Putin acusou a Ucrânia de um ato “terrorista”, alegando que drones ucranianos atingiram um dormitório universitário em Starobilsk, cidade ocupada no leste de Luhansk, na sexta-feira (22).

O presidente russo ordenou ao Ministério da Defesa que apresentasse propostas para uma resposta retaliatória.

“Nossos serviços de inteligência relataram ter recebido informações, inclusive de parceiros americanos e europeus, sobre a preparação da Rússia para um ataque com mísseis Oreshnik. Estamos verificando essas informações”, afirmou.

A agência de notícias estatal russa TASS informou no sábado que o número de mortos, incluindo crianças vítimas do ataque de drone ucraniano, subiu para 18, citando o Ministério de Situações de Emergência da Rússia. Acredita-se que outras três pessoas estejam presas sob os escombros.

Um número tão alto de vítimas em um ataque ucraniano seria muito raro tão longe da linha de frente e sem visar instalações militares óbvias.

As Forças Armadas da Ucrânia rejeitaram a alegação de Putin e acusaram a mídia russa de divulgar “informações manipuladoras” sobre o ataque. Reiteraram que seus ataques visam “infraestrutura militar e instalações usadas para fins militares”.

Os militares acrescentaram que, entre os alvos atingidos na madrugada de sexta-feira, estava “um dos quartéis-generais da unidade ‘Rubicon’ na região de Starobilsk”.

O Centro Rubicon de Tecnologias Avançadas de Drones é pioneiro em tecnologia e direcionamento de drones russos desde sua criação em 2024.

A Ucrânia intensificou os ataques com drones de longo alcance nas últimas semanas. O país reivindicou dois ataques no início desta semana contra instalações militares russas em território ocupado.

Uma onda de ataques atingiu um campo de treinamento de pilotos de drones russos na cidade ocupada de Snizhne, matando pelo menos 65 cadetes e um instrutor na noite de quarta-feira, segundo o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia.

Robert Brovdi, comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, afirmou que o ataque teve como alvo um complexo de 2.484 metros quadrados, que abrigava drones, explosivos e um posto de comando.

Imagens publicadas nas redes sociais na noite de quarta-feira também mostraram um prédio em chamas em Snizhne, que a CNN geolocalizou na mesma área do campo de treinamento de drones.

Outra série de ataques atingiu um quartel-general do serviço de segurança russo e um sistema de defesa aérea na região de Kherson, na Ucrânia ocupada, matando e ferindo quase 100 russos, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na quinta-feira.

As alegações ucranianas de números tão elevados de vítimas são incomuns, e a CNN não conseguiu verificá-las de forma independente.

A CNN entrou em contato com as autoridades russas para obter comentários.

A Ucrânia desenvolveu um arsenal de drones de médio e longo alcance capazes de realizar ataques profundos contra a infraestrutura militar e energética russa.

Zelensky afirmou no sábado que os serviços de segurança atacaram “uma importante empresa do complexo militar-industrial da Rússia”, localizada a 1.700 quilômetros dentro do território russo.

O alvo era uma fábrica de produtos químicos no Krai de Perm, disse Zelensky, que fornece uma gama de produtos para as forças armadas russas. Ele publicou um vídeo que supostamente mostra fumaça saindo da instalação.

(Com informações de Victoria Butenko, Aleena Fayaz e Max Saltman, da CNN)



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