O MPF decidiu abrir, nesta semana, um procedimento para reunir informações sobre o avanço do garimpo ilegal na Amazônia.

A investigação quer mapear o forte crescimento no número de pistas de pouso ilegais abertas na mata pelo crime organizado.

Dados obtidos pelo órgão mostram que o atual governo Lula vem perdendo a batalha contra o crime nesse tema, já que mesmo com toda a repressão, os criminosos seguem ampliado áreas de garimpo na mata.

Em 2024, eram 749 pistas clandestinas identificadas na região brasileira da Amazônia, sendo muitas delas dentro de áreas de reservas indígenas. Dados do Ministério da Defesa, divulgados recentemente, mostram que esse número já chega próximo das 3.000 áreas de pouso ilegais.

“As pistas de pouso clandestinas são importantes instrumentos de logística dos garimpos ilegais, viabilizando o deslocamento de garimpeiros, o transporte de insumos e o escoamento do minério extraído de forma ilícita”, diz o MPF.

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O trabalho do órgão deve fornecer elementos para que procuradores atuem nos estados da Amazônia contra envolvidos na prática.

“A reunião de informações sobre a situação das pistas de pouso em toda a Amazônia Legal proporcionará panorama abrangente da infraestrutura clandestina que sustenta a atividade garimpeira, fornecendo subsídios para a interlocução entre membros do MPF e autoridades administrativas”, segue o MPF.



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