Belo Horizonte — As pesquisas divulgadas nos últimos meses sobre a disputa eleitoral em Minas Gerais começam a desenhar o cenário para outubro de 2026, mas estão longe de consolidar um desfecho. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da corrida pelo governo do estado em diferentes institutos, mas amarga alta rejeição. Já a disputa pelas duas vagas ao Senado segue mais aberta, marcada por oscilações entre os principais nomes e alto índice de indecisos.
Levantamentos de institutos como Paraná Pesquisas, Quaest e Real Time Big Data convergem ao apontar Cleitinho como principal nome na disputa pelo Palácio Tiradentes neste momento. Os números, no entanto, também mostram que há altos índices de rejeição e que parte dos eleitores ainda não definiu seus candidatos.
Além disso, Cleitinho sequer confirma que vai mesmo concorrer e ainda começou a ser cotado para uma eventual candidatura à presidência da República.
Na pesquisa mais recente, divulgada pela Real Time Big Data nessa quinta-feira (21/5), Cleitinho lidera todos os cenários testados para o governo mineiro. No principal panorama de primeiro turno, ele aparece com 35% das intenções de voto, mais que o dobro de Rodrigo Pacheco (PSB), que tem 15%. Alexandre Kalil (PDT) soma 14%, enquanto Mateus Simões (PSD) aparece com 11%.
O instituto também simulou cenários de segundo turno. Neles, Cleitinho vence todos os adversários testados: supera Pacheco por 48% a 30%, Kalil por 46% a 33%, Mateus Simões por 48% a 26% e Gabriel Azevedo (MDB) por 47% a 27%.
Os resultados seguem a tendência já apontada por levantamentos anteriores. Em março, o Paraná Pesquisas mostrava Cleitinho com índices acima de 45% em cenários estimulados de primeiro turno. Já a Quaest, em abril, também apontou o senador na liderança isolada, com percentuais variando entre 30% e 37%, além de vantagem confortável nos cenários de segundo turno.
Apesar da dianteira nas intenções de voto, Cleitinho também aparece entre os nomes mais rejeitados pelo eleitorado mineiro. Segundo a Real Time Big Data, 42% dos eleitores afirmam que não votariam no senador. O índice é praticamente o mesmo de Alexandre Kalil, que lidera a rejeição no estado, com 43%.
Os números indicam que ainda há indefinição por parte do eleitorado mineiro, principalmente pensando em uma eventual disputa de segundo turno. Além disso, o senador do Republicanos ainda não bateu o martelo sobre a disputa ao governo de Minas e o partido ventila a possibilidade de apostar em uma candidatura à Presidência da República.
Indefinição no Senado
Na disputa pelo Senado, o cenário aparece mais indefinido e sujeito a oscilações entre os institutos. As pesquisas divulgadas desde março mostram mudanças nas posições dos principais nomes, embora alguns pré-candidatos apareçam de forma recorrente entre os mais competitivos.
No levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado em março, o senador Carlos Viana (Podemos) liderava com 32,2% das intenções de voto, seguido de perto por Aécio Neves (PSDB), com 26,1%, e pela ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), com 25,7%. O cenário ainda incluía Alexandre Silveira (PSD), Marcelo Aro (PP) e Domingos Sávio (PL) entre os nomes mais citados.
Já na pesquisa Quaest divulgada em abril, Marília passou a liderar os cenários testados, com 19%, enquanto Aécio aparecia com 11%, Carlos Viana tinha 10% e Marcelo Aro registrava 9%. O levantamento também mostrou percentuais mais baixos e maior fragmentação entre os pré-candidatos.
Na pesquisa mais recente, divulgada pela Real Time Big Data nessa quinta-feira (21/5), Marília Campos manteve a liderança, com 22%. Aécio Neves aparece em segundo, com 15%, tecnicamente empatado com Marcelo Aro, que soma 14%. Domingos Sávio registra 10%, enquanto Áurea Carolina aparece com 8%.
Eleitorado mineiro ainda busca candidato ideal
Apesar de alguns nomes aparecerem à frente nos levantamentos, as pesquisas indicam que boa parte do eleitorado mineiro ainda não consolidou preferência e ainda busca um candidato ideal para as eleições deste ano.
Na pesquisa espontânea para o governo de Minas divulgada mais recentemente pela Real Time Big Data, 71% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta de intenção de voto.
Na disputa pelo Senado, os percentuais também seguem elevados. Na Quaest divulgada em abril, 13% disseram estar indecisos e 20% afirmaram votar em branco ou nulo. Já na Real Time Big Data, divulgada nessa quinta-feira (21/5), 20% disseram não saber em quem votar, além de 11% que declararam voto branco ou nulo.
Embora alguns pré-candidatos já apareçam com desempenho competitivo, o cenário eleitoral em Minas Gerais ainda pode sofrer mudanças significativas nos próximos meses, especialmente com a definição de alianças e candidaturas.





