O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino negou o pedido de soltura da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, afirmando não ver ilegalidade em sua prisão. Na decisão publicada neste domingo, 24, e assinada no sábado, 23, o ministro analisou o pedido da defesa da influenciadora contra a decisão da primeira instância que determinou sua prisão preventiva.

“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação”, determinou.

Na sentença, Dino também ressaltou que o STF não seria a instância correta para determinar a soltura de Deolane, mas mesmo que esse fosse o caso, o ministro disse que não concordaria.

Com a decisão, não haverá andamento do pedido da defesa de revogação da prisão, o regime domiciliar ou aplicação de medidas cautelares.

O suposto envolvimento de Deolane com o PCC

Deolane foi presa na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix por suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). No mesmo dia, também foram expedidos contra Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como o chefe do PCC, que já está preso, e alguns de seus parentes.

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As autoridades também determinaram o bloqueio de 357,5 milhões de reais das contas dos investigados e o sequestro de 17 veículos, incluindo automóveis de luxo e imóveis vinculados aos suspeitos.

Segundo a investigação, a advogada fazia parte de um esquema que utilizava uma transportadora de fachada na região do presídio de Presidente Venceslau II e da Penitenciária Avaré I para lavar dinheiro do crime organizado. Os promotores afirmam que a transportadora teria repassado recursos ilícitos para outras contas para dificultar o rastreio de dinheiro, incluindo duas em nome da ex-fazenda. Deolane teria recebido, entre 2018 e 2021, mais de 1 milhão de reais em uma série de depósitos fracionados, todos abaixo de R$ 10 mil.

A influenciadora negou todas as acusações e afirma ter sido presa por exercer sua profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de um cliente.

 



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