A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) respondeu às falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou, durante agenda na capital fluminense neste sábado (23/5), que se a Alerj tivesse indicado o próximo ocupante do executivo local, o escolhido seria ligado à milícia.

A nota diz que a Alerj “respeita as instituições da República e espera o mesmo respeito por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República”.

“É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro. A Alerj é uma instituição democrática, legítima e merece respeito”, diz, em nota.

O texto afirma ainda que o Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos na segurança pública e põe parte da culpa no governo federal. “Muitos deles (estão) relacionados inclusive à ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país”, pontuou.

A nota ressalta que “o momento exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade — e não declarações que estimulem divisão política ou pré-julguem instituições”.

Entenda

A fala do presidente Lula ocorreu durante a inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Durante o discurso, o petista pediu que Couto tome providências contra a influência de milicianos no estado.

“Se a Assembleia (Alerj) tivesse que indicar (um governador), ia vir um miliciano. Então deixe eu lhe falar uma coisa: aproveite. Essas coisas acontecem porque tem Deus. Aproveite esses 10 meses que você tem e faça o que muita gente não fez em dez anos: ajude a consertar esse estado. Não é possível que esse estado poderoso, bonito, seja governado por milicianos. O povo do Rio não merece isso”, disse.



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