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O PSDB deu mais um passo no seu processo de reestruturação nacional e nos estados ao filiar, no Rio de Janeiro, a polêmica influenciadora digital Antonia Fontenelle, nesta quinta-feira, 2. A tentativa de recuperar a força que o partido teve no passado é encabeçadoa pelo deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), que hoje preside a sigla nacionalmente.
Em vídeo publicado ao lado do deputado estadual do Rio de Janeiro Luciano Vieira, que preside o diretório fluminense do tucanato, Antonia Fontenelle leu um texto que preparou para o momento de sua filiação, no qual se posicionou contra a polarização Lula-Bolsonaro. “O nosso país não aguenta mais viver de extremos. Me adoece assistir de braços cruzados ao feminicídio, crianças sendo violentadas, a corrupção desenfreada, a injustiça. Com tanta coisa séria e inadimissível acontecendo, a polarização adoeceu o debate público. Ninguém se entende”, disse.
Já Vieira disse esperar que a influenciadora ajude o partido a crescer nas próximas eleições. Nenhum dos dois anunciou se ela tentará uma eleição para deputada estadual ou federal, mas a estratégia de filiar pessoas com muitos seguidores nas redes sociais costuma visar o crescimento do quociente eleitoral, mecanismo que ajuda ou pode impedir a eleição de mais parlamentares, a depender de votações expressivas.
“Essa figura espetacular defende as mesmas coisas que eu defendo, a família, as crianças, as mulheres. Antonia, eu te agradeço muito por você ter aceitado o convite de nos ajudar na reconstrução do PSDB, que é um partido que, historicamente, fez muito pelo país (…). Te agradeço por você estar ao meu lado para ajudar o partido a ficar cada vez maior”, comentou Vieira.
Com 4,1 milhões de seguidores somente no Instagram, Fontenelle é conhecida por posições polêmicas e confusões que provocou com autoridades ou outras figuras públicas. Entre elas, está o caso da atriz Klara Castanho, no qual a influenciadora foi condenada a pagar uma indenização de 50 mil reais por expor informações íntimas e sigilosas de sua vida.
Fontenelle foi acusada de racismo e transfobia ao criticar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) com termos discriminatórios após descordar de uma de suas posições na Câmara. Além disso, a influenciadora também perdeu uma causa na Justiça por injúria contra o influenciador Felipe Neto, após ter chamado-o de câncer da internet, sociopata e insinuar que ele utilizava drogas ilícitas.
Apesar disso, a influenciadora negou que estejas pensando em se candidatar para provocar novas polêmicas. “Eu não voltei [dos Estados Unidos, onde morava, para o Brasil] para alimentar conflitos. Eu voltei para resolver os problemas que estiverem ao meu alcance”, encerrou.